{"id":4575,"date":"2026-03-11T19:21:18","date_gmt":"2026-03-11T22:21:18","guid":{"rendered":"https:\/\/cruzaltaonline.com\/portal\/?p=4575"},"modified":"2026-03-11T09:22:10","modified_gmt":"2026-03-11T12:22:10","slug":"em-um-ano-de-freio-puxado-servicos-e-tecnologia-podem-ser-o-motor-de-crescimento-da-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cruzaltaonline.com\/portal\/2026\/03\/11\/em-um-ano-de-freio-puxado-servicos-e-tecnologia-podem-ser-o-motor-de-crescimento-da-economia\/","title":{"rendered":"Em um ano de freio puxado, servi\u00e7os e tecnologia podem ser o motor de crescimento da economia"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"linhadeOlho\">Transforma\u00e7\u00e3o digital e exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os como estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia e crescimento<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/cruzaltaonline.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pexels-ivo-brasil-335441-6310123-2-.webp\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4576\" src=\"https:\/\/cruzaltaonline.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pexels-ivo-brasil-335441-6310123-2-.webp\" alt=\"\" width=\"870\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/cruzaltaonline.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pexels-ivo-brasil-335441-6310123-2-.webp 870w, https:\/\/cruzaltaonline.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pexels-ivo-brasil-335441-6310123-2--300x155.webp 300w, https:\/\/cruzaltaonline.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/pexels-ivo-brasil-335441-6310123-2--768x396.webp 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 870px) 100vw, 870px\" \/><\/a><\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es para a economia brasileira em 2026 indicam um cen\u00e1rio de crescimento mais moderado, pressionado por\u00a0<a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/economia\/juros\/\">juros<\/a>\u00a0elevados, cr\u00e9dito caro e um ambiente global mais cauteloso. Ainda assim, o setor de servi\u00e7os, especialmente o de tecnologia, tende a seguir como um dos principais vetores de sustenta\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica. Segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI),\u00a0<strong>a expectativa \u00e9 de crescimento de 1,9% para o segmento, impulsionado pela continuidade da transforma\u00e7\u00e3o digital.<\/strong><\/p>\n<p data-gtm-vis-first-on-screen675107_59=\"3091\" data-gtm-vis-total-visible-time675107_59=\"3000\" data-gtm-vis-recent-on-screen675107_59=\"11254\" data-gtm-vis-has-fired675107_59=\"1\">Globalmente, o setor de servi\u00e7os vem crescendo de forma consistente e ganhando protagonismo em rela\u00e7\u00e3o ao setor de bens. No Brasil, esse fen\u00f4meno \u00e9 ainda mais evidente em momentos de restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito. Diante de um ambiente de juros altos, as empresas passam a priorizar investimentos com retorno mais previs\u00edvel e impacto direto na efici\u00eancia operacional.\u00a0<strong>Nesse contexto, a tecnologia funciona como uma verdadeira infraestrutura de produtividade:\u00a0<\/strong>automa\u00e7\u00e3o de processos, uso intensivo de dados, intelig\u00eancia artificial e integra\u00e7\u00e3o de sistemas substituem rotinas manuais, reduzem desperd\u00edcios, aumentam a previsibilidade e fortalecem a competitividade.<\/p>\n<p>Ou seja,<strong>\u00a0a transforma\u00e7\u00e3o digital deixou de ser apenas uma estrat\u00e9gia de crescimento e passou a ser, em muitos casos, uma condi\u00e7\u00e3o de sobreviv\u00eancia.<\/strong>\u00a0Mesmo em anos de desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, a busca por efici\u00eancia, redu\u00e7\u00e3o de custos e ganho de produtividade sustenta a demanda por servi\u00e7os. Al\u00e9m disso, esse processo tamb\u00e9m movimenta cadeias inteiras do setor de servi\u00e7os. Investimentos recorrentes em cloud, softwares, integra\u00e7\u00f5es, servi\u00e7os gerenciados, ciberseguran\u00e7a e dados impulsionam \u00e1reas como log\u00edstica mais inteligente, meios de pagamento digitais, atendimento ao cliente, compliance e governan\u00e7a.\u00a0<strong>Em um ambiente de cr\u00e9dito restrito, a tecnologia exerce papel direto na preserva\u00e7\u00e3o de margens, ajudando companhias de diferentes setores\u00a0<\/strong>a melhorar giro de caixa, precifica\u00e7\u00e3o, cobran\u00e7a, previs\u00e3o de demanda e controle de riscos operacionais e regulat\u00f3rios.<\/p>\n<p>No entanto,\u00a0<strong>o Brasil ainda enfrenta um desafio estrutural importante: grande parte dos servi\u00e7os de tecnologia consumidos internamente s\u00e3o importados<\/strong>, o que pode custar de\u00a0<strong>40% a 50% a mais para o pa\u00eds<\/strong>, considerando tributos, c\u00e2mbio e encargos financeiros, ou seja, gera inefici\u00eancias tribut\u00e1rias e cambiais relevantes. Com o d\u00f3lar elevado, esse custo se torna um entrave adicional \u00e0 competitividade das empresas brasileiras. Diante disto,\u00a0<strong>companhias que dominam opera\u00e7\u00f5es internacionais, c\u00e2mbio e tributa\u00e7\u00e3o passam a desempenhar um papel estrat\u00e9gico<\/strong>\u00a0ao ajudar outros setores da economia a reduzir custos e melhorar a efici\u00eancia financeira. Portanto, aqueles que entendem como estruturar opera\u00e7\u00f5es internacionais, aproveitar acordos fiscais e desenhar rotas eficientes de pagamento e recebimento conseguem transformar volatilidade em vantagem competitiva.<\/p>\n<p>Com\u00a0 crescimento interno mais lento, a exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e softwares surge como uma das maiores oportunidades para o Brasil. Servi\u00e7os digitais escalam sem depender de infraestrutura log\u00edstica pesada. Al\u00e9m disso, exportar servi\u00e7os permite diversificar receitas, reduzir a depend\u00eancia dos ciclos dom\u00e9sticos e ampliar a entrada de moeda forte. O d\u00f3lar alto penaliza empresas que apenas consomem tecnologia estrangeira, mas favorece aquelas que exportam. Internacionaliza\u00e7\u00e3o, nesse contexto, deixa de ser apenas uma estrat\u00e9gia de crescimento e passa a ser uma estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia e reten\u00e7\u00e3o de capital humano. O Brasil, por\u00e9m, explora muito pouco este mercado (menos de 0,1% das empresas brasileiras exportam servi\u00e7os, um percentual extremamente baixo quando comparado a outras economias).<\/p>\n<p>Fora isso, apesar de representar historicamente mais de dois ter\u00e7os do PIB brasileiro, o setor de servi\u00e7os ainda precisa de mais protagonismo nas pol\u00edticas p\u00fablicas e no debate regulat\u00f3rio. Servi\u00e7os digitais, globais e modernos n\u00e3o s\u00e3o um puxadinho da ind\u00fastria ou do com\u00e9rcio, mas sim um setor aut\u00f4nomo, estrat\u00e9gico e fundamental para a competitividade do pa\u00eds.\u00a0<strong>Em 2026, o fortalecimento deste mercado se apresenta como uma oportunidade concreta para sustentar a atividade econ\u00f4mica<\/strong>,\u00a0<strong>ampliar a produtividade e preparar o pa\u00eds para ciclos de crescimento mais consistentes.\u00a0<\/strong>Criar um ambiente regulat\u00f3rio previs\u00edvel, estimular a exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e incorporar estrat\u00e9gia cambial e tribut\u00e1ria ao centro das decis\u00f5es empresariais s\u00e3o passos essenciais para que o nosso pa\u00eds deixe de perder espa\u00e7o em uma disputa global cada vez mais baseada em servi\u00e7os, dados e tecnologia.<\/p>\n<p><em>Por\u00a0Lisandro\u00a0Vieira,\u00a0CEO\u00a0da\u00a0WTM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transforma\u00e7\u00e3o digital e exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os como estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia e crescimento As proje\u00e7\u00f5es para a economia brasileira em 2026 indicam um cen\u00e1rio de crescimento mais moderado, pressionado por\u00a0juros\u00a0elevados, cr\u00e9dito caro e um ambiente global mais cauteloso. 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